TDAH
Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
Atenção e autorregulação
O TDAH é amplamente reconhecido como um diagnóstico clínico baseado em critérios comportamentais, como desatenção, impulsividade e inquietação. Esses critérios permitem identificar dificuldades no dia a dia, mas não mostram o que de fato acontece no cérebro de cada um.
Essa forma de diagnóstico pode gerar equívocos, já que diferentes condições podem se manifestar de maneira semelhante. Uma criança ansiosa, por exemplo, pode ter dificuldade em manter o foco porque vive em estado de alerta constante. Já uma criança com TDAH pode se distrair por não conseguir sustentar a ativação das redes executivas. Os comportamentos podem parecer semelhantes, mas suas origens neurológicas são distintas.
Além dessas diferenças entre quadros distintos, também é importante considerar que o próprio TDAH não corresponde a um único padrão de funcionamento cerebral. Algumas pessoas apresentam lentificação difusa, outras mostram déficits de ativação em regiões frontais que dificultam o engajamento atencional, e há também casos de desconexão entre redes de atenção e autorregulação. Isso significa que o mesmo diagnóstico pode reunir cérebros que funcionam de maneiras muito diferentes.
O mapeamento cerebral, realizado por meio do qEEG com análise tridimensional pelo swLORETA, assume um papel central. Esse recurso nos permite identificar com precisão padrões que os sintomas, sozinhos, não conseguem esclarecer. Assim, tornamos o invisível visível e conseguimos revelar a origem real das dificuldades de atenção e autorregulação, trazendo precisão ao planejamento clínico.
No tratamento tradicional do TDAH, a medicação mais utilizada são os estimulantes, como o metilfenidato e derivados de anfetaminas. Embora possam trazer benefícios para uma parcela dos pacientes, sua eficácia varia de acordo com o perfil cerebral de cada indivíduo. Nossa experiência mostra que, em muitos casos, o ganho é limitado ou insuficiente, e pode haver piora do quadro. O mapeamento cerebral nos permite prever essa responsividade de forma objetiva e, quando o paciente já faz uso de medicação, também podemos comparar a atividade do cérebro com e sem o fármaco, para verificar seu impacto real.
Utilizamos o neurofeedback para treinar o cérebro de forma individualizada. Nosso foco está em promover transformações de base, ajudando o cérebro a conquistar autonomia regulatória e a manter melhorias que se refletem em melhor concentração, atenção mais estável, clareza mental e maior autocontrole.
Na Gray Matters, cada mapeamento se transforma em um ponto de partida objetivo para acompanhar a evolução. Em vez de um diagnóstico estático, oferecemos um caminho claro para observar transformações reais, medindo de forma concreta os ganhos que vão sendo consolidados.

